terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fantastiverso em Sorocaba/SP

Nesse sábado dia 23/02/13, estiveram presentes no encontro mensal do Clube do Livro de Sorocaba, interior do estado de São Paulo, as autoras Elaine Velasco, Livia Lorena, Jéssica Anitelli e Mari Scotti para um gostoso bate-papo sobre literatura, mercado literário e suas obras. Confira abaixo alguns cliques do que rolou e de como foi essa tarde tão especial.



 Obrigada mais uma vez às meninas do Clube do Livro pela acolhida sempre tão carinhosa! Esperamos revê-las em breve!

Especial da semana: Roberta Spindler

Peço desculpas pela demora em postar esse especial, mas isso deve-se ao fato de que eu - Elaine Velasco - responsável por essas postagens no blog, estava sem internet desde quinta-feira :( e hoje que ela afinal voltou, estou tentando pôr tudo em dia. Bem, sem mais delongas, confiram o especial da semana com nossa querida Roberta Spindler!






Sobre a autora:

Roberta Spindler nasceu em Belém do Pará, em 1985. Graduada em publicidade, trabalha como editora de vídeos. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica. Autora de Contos de Meigan, também publicou nas antologias Psyvamp e Deuses, da Editora Infinitum, e Tratado Secreto de Magia – Vol. II, da Editora Andross.


Sobre a obra: Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi. Para tanto, deve-se, primeiramente, entender que tudo faz parte da mesma manifestação natural e que toda matéria e energia estão inseridas em um processo dinâmico e universal. Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. Estava preocupada, pois algo afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância. Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu deixar de lado as diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas. Assim, abandonou sua vida terrena e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. No caminho de volta, os soldados que a escoltavam acabaram encontrando destroços e um corpo no chão. Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela. As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que a garota e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir responder as perguntas que tanto lhe afligem. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan? E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe?

Confira o booktrailer:



E para encerrar, segue uma entrevista exclusiva com a Roberta:




  1. Como é trabalhar num livro junto de outra autora?
Eu e a Oriana somos amigas desde a época do colégio e partilhamos o gosto por escrever. Como escrevíamos juntas desde a adolescência, principalmente fanfictions de Arquivo X, já estávamos acostumadas a trabalhar em conjunto. O trabalho em Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos foi bastante divertido e satisfatório.


  1. Quanto tempo levou do início ao fim da obra?
Trabalhamos em Contos de Meigan por seis anos. Como começamos a escrever muito jovens, precisamos desse tempo para que a história fosse aperfeiçoada e Meigan se tornasse um mundo mais complexo e crível.


  1. Quando e como descobriram que Contos de Meigan seria possível?
A ideia para escrever Contos de Meigan surgiu quando ainda estávamos no Ensino Médio. Com o passar do tempo, o livro se tornou uma paixão e o potencial da história logo ficou claro para mim. Foi uma experiência única ver algo que começou de maneira despretensiosa tomar forma e personalidade, ganhando cada vez mais destaque.


  1. Há novos projetos literários para 2013? Se sim, quais? E fora da literatura, há outros sonhos?
Para 2013 tenho vários projetos. O segundo volume de Contos de Meigan, as histórias em quadrinhos de Meigan e também minha participação em algumas antologias bem legais. Além disso, pretendo participar da Bienal do Rio de Janeiro.

  1. A vida após a publicação é como imaginava que seria?
Algumas coisas mudaram, outras continuam iguais. No fundo, a vida continua a mesma só que com novas responsabilidades. Graças ao livro, participei de diversos eventos literários importantes como a Bienal do Livro de São Paulo e a Feira Pan-Amazônica do Livro. Além disso, tenho conhecido pessoas incríveis, que vem me ajudando muito nesta caminhada.


Gostou? Quer saber mais? Acesse: https://www.facebook.com/contosdemeigan
Adicione contos de Meigan à sua estante no skoob: http://www.skoob.com.br/livro/198922-contos-de-meigan
Conheça outras obras da autora: http://www.skoob.com.br/autor/6318-roberta-spindler
Encontre Roberta no facebook: https://www.facebook.com/roberta.spindler

Revista "Brasil Literando"

Hoje trazemos uma novidade que promete sacudir o mercado literário nacional! Trata-se da Revista Brasil Literando, feita por alguns autores (alguns deles integrantes do Fantastiverso) e blogueiros afim de criar um meio de informação totalmente diferente. Segue abaixo o release desse mais novo veículo de informação:

"Uma nova fonte de notícias do mercado editorial está chegando, com entrevistas exclusivas, matérias e artigos com tudo aquilo que você sempre quis saber sobre este mercado crescente no país. Vários autores e blogueiros juntaram-se para pesquisar, entrevistar e escrever matérias sobre o mundo editorial, com questões relacionadas especificamente ao mercado nacional, com o intuito de propagar a leitura de livros nacionais e mostrar um pouco do processo por trás criação, produção e venda dos livros.A cada mês um tema em alta será abordado, levantando discussões, mostrando os pontos positivos e negativos, e também propondo alguma solução. Mas a revista não será feita somente por quem está dentro do mundo editorial, e sim por você, nosso futuro leitor!
Você poderá expressar sua opinião, mostrar o que sabe e também sugerir pautas e temas para futuras matérias, além, é claro, de poder mostrar sua arte, pois também serão aceitos fanarts, microcontos, e artigos escritos por leitores.Todo material enviado à equipe da revista será analisado cuidadosamente para que a informação que chega até você, leitor, seja de confiança e qualidade."  


Gostou da idéia? Prestigie, leia: http://issuu.com/revistabrasilliterando/docs/revista_brl_01?mode=window
Quer ajudar, acompanhar as novidades? Curta a fanpage no facebook: http://www.facebook.com/RevistaBrasilLiterando

Abrace essa idéia! Ajude a divulgar!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Especial da semana: Rafael de Souza

Essa semana vamos falar de Rafael de Souza, o caçula do grupo e autor de Manfelos, que é muito querido por todos nós. Recebam-no com muito carinho!

O Autor

Rafael de Souza é natural de Mococa-SP, tendo participado, durante pouco mais de três anos, do CBT – Curso Básico de Teatro, oferecido gratuitamente pela cidade e ministrado pelo excelente diretor Marco Antonio Coelho de Moraes, vulgo Maestro. Escreve desde os quatorze anos quando pegou gosto por literatura internacional. Desde essa época não parou mais, no que resultou a criação desta pequena saga em quatro volumes. Gravou curtas-metragens, foi incumbido de escrever um roteiro, o qual finalizou, sobre a vida adolescente. Participou de eventos teatrais para crianças, apresentações beneficentes, tendo também ingressado em concursos na região, como, por exemplo, Mapa Cultural e Festival do SESI em Sorocaba-SP. Foi apontado com a melhor redação da turma, em 2006, durante o término do ensino fundamental, levando, portanto, a premiação do EPTV na escola. Com apenas vinte anos, começa a carreira de escritor, com a qual pretende seguir trazendo ao país suas histórias de fantasia, incluindo um projeto de obra crítica sobre o mundo contemporâneo.




Sinopse - Manfelos - A distorção da realidade - Rafael de Souza

Em Manfelos, cidade ao norte do Canadá, quase não há mais resquícios de vida. A cidade se tornou uma lenda e encontra-se abandonada. Fred Gordon tem um sonho com seu falecido pai, que lhe conta uma história nada agradável. De repente, sem que esperasse por isso, ele se vê dentro daquele conto de terror. É parte da história. Precisa desvendá-la e sair vivo. Fred se vê numa corrida contra o tempo para deter um estranho lorde chamado Mandraco, o qual está reunindo um exército para concluir uma secreta tarefa. Com a ajuda de seu amigo Leonardo, ele se une a Spellver, Sr. Johnson, Blunnie e Judy, os quais também parecem estar trancados na mesma história de terror. Todos eles se propõem a deter Mandraco, antes que a cidade de Manfelos traga algo muito pior que a morte.

Também fizemos uma entrevista a qual o Rafa respondeu com o maior prazer:

1 - Existe algo pior do que uma realidade distorcida?
Resposta: Se não souber discernir o que é certo do que é fácil, a sua realidade, provavelmente, estará sob constante distorção. Não há nada pior do que um pesadelo como este, que nos fecha os olhos para uma vida de inúmeras oportunidades.

2 - Como você galgou seu espaço no meio literário?
Resposta: Foram tantas as etapas pelas quais passei! Acredito até que tenha trilhado o mesmo caminho de muitos outros autores. Ao começar com rascunhos e um sonho na mão, fui em frente e dei vida a uma obra meio pobre. Depois, bastou ligar a força de vontade e toda a magia aconteceu. Um livro virou dois, dois viraram três e, no fim, eu tinha em mãos os quatro volumes da saga Manfelos. Encontrar o capista André Siqueira e ser aceito pela Dracaena foram golpes do destino que, obviamente, eu prefiro chamar de Deus. Conquistado meu lugar ao sol, no meio literário, só o que tenho a fazer é caminhar e sonhar ainda mais.

3 - Como foi o começo para você e como se sente hoje tendo publicado?
Resposta: A princípio, eu não desejava escrever profissionalmente. Este foi o início, quando me sentava para brincar de dar vida aos personagens, sugerindo situações sem pé nem cabeça. Coisas de adolescente em crise, rsrs. Mas, com a chegada da minha formatura, em 2009, percebi que precisava fazer alguma coisa que me desse prazer e o que foi, então? Pois é, escrever um livro já com a ideia de publicá-lo. Foram horas de trabalho incerto, expectativas, esforços e desejos. E quando tive tudo isso editado e impresso: Primeiro, nunca me senti tão realizado na vida, pois transformar sonho em realidade é algo dos deuses. Segundo, encontrei um universo maravilhoso de fantasia, leitura e pessoas que partilham dos mesmos planos que os meus. Nunca fui tão feliz. Encontrei-me na vida!

4 - O que espera para o seu futuro literário?
Resposta: Duas expectativas. Uma delas é ser reconhecido. Não almejo ser rico, famoso ou o cara que só escreve os mais vendidos. Não! Ser reconhecido basta. Ter meus livros lidos por pessoas que realmente gostem deles. E a outra, é claro, ter uma carreira que seja, no mínimo, autosustentável. Afinal, esta é uma empreitada meio cara. Exige de nós um planejamento financeiro bastante delicado.

5 - O que significa para você escrever?
Resposta: Ter liberdade. Poder ir e vir, criar e recriar, fazer e desfazer, matar e ressuscitar, o que eu quiser. Escrever é isso: ser livre. Além de ter o poder de levar conhecimento, cultura e informações ao público, o que é importante para ambas as partes.

6 - Quais foram suas inspirações para escrever Manfelos?
Resposta: Manfelos não começou a todo vapor, já com a ideia de publicação. Tudo teve início lá pelo ano de 2006, aproximadamente, quando recebi uma redação como lição de casa. Estava tão empolgado com aquilo, que, de repente, obtive uma mini-história de vinte e duas páginas. Meu objetivo era elaborar um conto misturando Harry Potter com Parasite Eve 2: e funcionou. No entanto, este mesmo conto ficou engavetado até dezembro de 2009, quando retomei o projeto. A minha decisão estava sobre o desejo de lançar um livro para ajudar a lançar meu nome, visto que eu queria me formar em artes cênicas e ser ator. Alguns meses depois, percebi que aquele primeiro Manfelos podia se estender para quatro livros. Abandonei a ideia de ator para ser autor. Uma simples letra "U" que mudou tudo, rsrs.

7 - Houve algum laboratório ou pesquisa? Se sim, qual foi o fato mais curioso?
Resposta: Sim, algumas pesquisas foram necessárias. Para esta primeira série tive que buscar informações sobre inúmeros demônios "reais" dos quais eu pudesse tirar proveito. Também fui atrás de mitos e lendas para criar as continuações. A saga aborda temas apocalípticos, egípcios e medievais. Foram horas de cliques e conversas para que tudo entrasse nos eixos. No mínimo, todo este processo foi gostoso e divertido.

8 - Como você avalia seu desenvolvimento como escritor depois desse um ano da publicação de Manfelos?
Resposta: Estou muito satisfeito com o meu desenvolvimento. Sei que, por ora, sou autor de primeira viagem, mas nunca aprendi tanto no último ano com todos os trabalhos. Horas de leitura e escrita me fizeram criar mais bagagem. Hoje, após tantos meses em que Manfelos está no mercado, descobri também meu tipo de literatura favorita que, por enquanto, deixou de ser a fantástica. Possuo um novo projeto fora da saga e nele desenvolverei volumes para trazer ao público diversas críticas inteligentes sobre o mundo contemporâneo. O mundo das letras é, sem dúvidas, o meu favorito.

9 - O que podemos esperar de Rafael de Souza para 2013?
Resposta: Como o ano acabou de começar, fica difícil prever muitas coisas. O que posso afirmar é que o volume 2 de Manfelos, "Repercussões do caos", já está preparado para ser enviado para a editora. Se as coisas funcionarem bem, teremos nova publicação ainda no primeiro semestre, se Deus quiser. Fui agraciado com a conquista de ser um dos autores de "Catarse: A apoteose dos contos" que sairá pela Editora Deuses, em breve. Nele, 24 autores e eu teremos nossos contos levados ao público. O meu se chama "Psicopatas". Estou em fase de construção de um novo conto, ainda sem título, que sairá num livro dos autores do Fantastiverso. O que posso adiantar é que é uma pequena história bruxa.

10 - Quais seus próximos projetos?
Resposta: Hummm... "A retenção de Esmallerz", Manfelos volume 3, já está em andamento. Possuo cinco capítulos prontos até agora, de um total previsto para 37. Como mencionada na questão número 8, há uma nova série ganhando vida: "Memórias de um lunático". A ideia inicial é para que se torne uma trilogia. Porém, minha meta é criar 7 volumes "Lunáticos". São livros pequenos, divertidos, intrutivos e cheios de informação e humor.

11 - Quais são as suas manias, antes, durante e depois de terminar uma obra?
Resposta: Antes: ouço música instrumental para relaxar, reviso as ideias do capítulo do dia e espero sempre dar a mesma hora para começar. Durante: faço pausas para caminhar pelo quarto, releio centenas de vezes o mesmo parágrafo, fico atento ao alinhamento do texto e, geralmente, ponho algo para tocar. Depois: espero uma semana para começar as revisões, repito o trabalho no mínimo três vezes (releituras) e começo a ver se não há novas passagens que posso inserir, voltando aqui ou ali no meio do original.

Também queremos deixar um trechinho do livro para atiçar ainda mais a sua curiosidade, querido leitor. E prepare-se: Manfelos 2 está chegando!!!





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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Especial da semana: Nina Oliver

Essa semana, o post atrasou um pouquinho, mas chegou! Recebam com alegria nossa autora que mora loooooooonge, lá em Belém do Pará! Estamos falando é claro, da queridíssima Nina Oliver!

Sobre a autora

Nina Oliver nasceu em 03 de dezembro de 1978, e Nabetse “nasceu” no exato momento em que veio à mente da autora em plenas férias de julho de 2009, num repouso pós-almoço. Quando ambos se encontraram, foram tomados pela intensa vontade de transformar uma pequena frase em um livro e publicá-lo.
A escrita faz parte da vida da autora desde os 9 anos de idade, quando, durante um dever de casa, recebeu a visita imaginária do Chapeleiro Maluco, nascendo naquele momento o primeiro conto. Com o tempo vieram outros contos infantis, novos romances platônicos e novelas musicais.
“Nabetse e os Guardiões da Justiça” é o primeiro livro publicado pela autora e faz parte da saga “O sábio, a estrela e o Nada”, composta de cinco livros, cada um narrando um ano de vida do menino até seu momento decisivo: a escolha.

Sinopse:
Com um abrir de olhos e a visão de uma manhã estrelada, recomeça a vida de Nabetse, um menino refugiado de 13 eras que retorna para seu lugar de origem: o Território, lugar residente no aglomerado estelar de Arqueiro, bem no centro da Via Láctea.
Filho do relacionamento entre um sábio e uma estrela, nasceu com a essência indefinida, a irisinter, e, portanto, nesse regresso ao Território, precisará decidir entre a natureza do pai e a natureza da mãe, sendo essa escolha importante na garantia da segurança de todos. Para tanto contará com o suporte do compreensivo Guardião da Justiça Otrebor, com a vigilância do mal-humorado Guardião da Justiça Rotciv, com os quitutes da Ajudante Enila, com a maestria infantil de Onalos, com o pulsar infinito das estrelas e com os doces de um homem que a tudo sabe.
Nem tudo será agradável. Nem todos serão amigos.
As Oliveiras estão com suas seivas em alerta. 
O Velho Sábio está em exílio. 
O passado será decisivo, o presente, desconhecido, e o futuro uma escolha personalíssima que apenas Nabetse poderá enfrentar.
Hic est veritas. Ad futuram memoriam. Ad perpetuam rei memoriam.



E para finalizar, nós submetemos a Nina a um interrogatório (rs), confiram o resultado abaixo:

1 - Por que se tornar escritora?
Oi Rafael! Não escolhi ser escritora. Eu sou. Para mim foi um caminhar natural e continua sendo. A escrita pra mim é um processo de autoconhecimento. Escrevo sobre o que sei e sobre o que não sei sobre mim, sobre o mundo à minha volta, sobre o que vejo, o que não vi e o que um dia poderei ver.
2 - O que é Nabetse e o que significa?
Nabetse é, simplesmente, o personagem principal não só do livro mas de toda a série “O Sábio, a estrela e o Nada”. Isso está bem claro na sinopse. O nome dele é Esteban, escrito de trás pra frente e se trata do primeiro nome que veio à minha mente quando me perguntei qual seria o nome do menino que viu a manhã estrelada.
Quanto ao significado, segundo consta, é aquele que gosta de se sentir seguro. Quem já leu o livro, sabe o que eu estou falando. ;)

Jéssica Anitelli por que escrever fantasia?
Jéssica, escrever fantasia pra mim é a mesma coisa que escrever sobre o real, porque o fantástico e todo seu universo nada mais é do que o outro lado do espelho dessa vida que levamos, com o diferencial de podermos agregar coisas que o peso da realidade não comporta.

Ben Green Seu livro tem algum fundo moral? Se sim, por que esse?
Ele tem diversos fundos morais, Ben. Mas o principal é a reflexão sobre o poder que temos sobre as nossas escolhas. Pode parecer estranho o que vou dizer, mas não foi um fundo moral que eu escolhi. A história nasceu e, com seu crescimento, foi apresentando seu próprio fundo moral, que acredito ser valioso em tempos globais onde escolhes em oceanos longínquos refletem em nossas vidas. Como diz um famoso filme: estamos todos conectados.

Ben Green Quais foram as principais dificuldades na escrita da obra?
Foram no total de cinco e adianto que não tem nada a ver com os nomes. Estes foram a parte mais fácil e divertida do processo de construção do livro.
A primeira foi em continuar a escrita. O manuscrito inicial tinha 42 laudas entre digitadas e escritas à mão, contendo a espinha dorsal de toda a série. Esse manuscrito ficou parado por seis meses e quase foi engavetado. Eu sentia uma imensa vontade de escrever, mas não acreditava que seria capaz de conduzir uma história tão grande. Não entendam o grande do ponto de vista da quantidade de laudas ou da quantidade de livros da série. A grandeza está naquilo que não se vê.
Vencida a primeira dificuldade, a segunda dificuldade foi definir se a história seria narrada pelo próprio Nabetse ou se seria em terceira pessoa. Venceu a terceira pessoa.

O desenvolver da história foi a dificuldade número três, não pela escassez, mas pela alta gama de ideias que eu tinha. Precisei parar e organizar o que era do primeiro livro, do segundo, do terceiro, quarto e quinto para seguir adiante na escrita do primeiro. Minha escrita é confusa, meu processo de criação é caótico. Mas é o meu processo, e não adianta tentar organizá-lo senão piora. Gosto de ter liberdade nos pensamentos e na criação, afinal sou artista.
A quarta dificuldade foi em encontrar o início ideal. Originalmente o livro já começava com o abrir dos olhos do menino de 13 eras, mas eu não estava nem um pouco satisfeita. Passei noites, madrugadas, manhãs, tardes, enfim, passei a eternidade de um ano para finalmente, e sem qualquer esforço, encontrar a visão do cenário perfeito para as primeiras palavras do livro.
A última dificuldade foi enfrentar o passado doloroso do personagem principal. Foi um momento de profundo desgaste, de noites sem dormir ao imaginar suas dores e de seus pais. É o preço que pago pelo amor que tenho à minha criação. Ser mãe de um livro é padecer no paraíso.